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O morro dos ventos uivantes - Emily Brontë

domingo, 19 de setembro de 2010



Fecho os olhos e vou até você navegando nesta imensidão infinita que parece ter se transformado nosso caminho... Sinto você quando revejo dentro de mim a vela que iluminava as minhas preces nas noites frias da minha infância. Quase posso sentir aquele seu abraço de novo, me protegendo, me desejando, me mostrando como viver a magia de sentir eu mesma através de você... Mas seu olhar vazio nunca mais permitiu que eu voltasse para os lugares incríveis que um dia teu coração me mostrou. E eu sempre me pergunto... O que será que mudou? Será que na verdade aqueles olhos nunca significaram nada e tudo o que eu via refletido neles era a força do meu desejo latente, ou será que aqueles olhos foram reais e a única explicação é que hoje estão mortos? Onde estávamos que permitimos que todo aquele sonho se transformasse em poeira morta no ar? Onde eu estava que me permiti o maior encontro e desencontro da minha existência? Será mesmo que é melhor perder à nunca ter encontrado? Será que a derrota realmente compensa a dor da saudade? Será que o inferno realmente compensa o instante único e pleno de felicidade perdida?

Não sei... Só sei que nas noites tempestuosas ainda tenho medo da chuva, ainda tenho sonho com a lua e ainda me vejo refletida na menina que um dia sorriu para o estranho mais intimo que um dia já conhecera em seu caminho.

Postado por αทg૯ℓ às 13:20  

Marcadores: Livros

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