Encontros
domingo, 28 de novembro de 2010
As pessoas esperam demais das outras pessoas que as rodeiam. Elas acham que têm todo o poder sobre as outras pessoas e não admitem estarem erradas em fazer comentários que não fazem o menor sentido. Sabe, estar errado não é ruim. Nem todos detêm o melhor argumento ou julgamento, nem todos costumam dizer somente a verdade ou coisas que fazem que as outras pessoas fiquem satisfeitas. Somos todos suscetíveis a erros, mas nem por isso somos pessoas ruins.
O ser humano é tão frágil, que em questão de segundos desmorona sobre o chão tão rápido quanto um projétil atravessa a rua. Muitas vezes elas tomam consciência das suas próprias fraquezas internas, mas, talvez por medo, não fazem absolutamente nada para sanarem essas deficiências. Basta um nome posto de forma irregular em uma frase para que elas vejam um mar de hostilidade imaginária.
Mas, querendo ou não, há pessoas que fazem presença cativa na vida dessas outras pessoas. Elas sempre estão por perto, seja para dar um abraço, um pulo de alegria, um aperto de mão, um olhar amigo, ou apenas para jazerem ao lado delas. Eu sempre imaginei que estivesse no primeiro padrão de pessoas, mas estou vagando entre ambos. Espero exercer maior potência no segundo padrão. E sempre vou estar presente, embora expondo minhas próprias fraquezas, na vida de quem realmente significa algo para mim. Sempre há alguém para estar ao lado. Estou, agora, ao lado de quem eu realmente gosto, e espero fazê-la feliz.
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Poltergeist...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
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Máscaras
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
As pessoas tendem a se opor ao modo simples de se viver. Para tal, utilizam-se de artifícios tão bem conhecidos quanto indiscretos: as máscaras. Nem todo mundo possui o dom de se mostrar como realmente é. Normalmente, para não dizer sempre, as pessoas fingem ser o que não são. E se um indivíduo não usa máscaras, logo é posto uma faixa na sua testa, com os seguintes dizeres: DESEQUILIBRADO MENTAL. É, vivemos em um mundo onde a verdade não é bem-vinda.
Não é mais possível sorrir sem pensar no proveito ilícito que o mesmo possui. Não se tem mais vontade de se expor como verdadeiramente é. Esse quadro se faz presente mesmo dentro de casa. Em pequenos gestos, mas que possuem significados dilacerantes internamente. Seja através de palavras rudes, seja através de brigas internas, tudo tem um valor dimensional muito grande para quem recebe.
Seria tão mais fácil se não precisássemos destas malditas máscaras. A dor seria palpável ao ponto de sabê-la antes mesmo do próprio portador. Seriamos mais toleráveis, e assim faríamos boas-ações de braços e mentes abertos.
É necessário pousar nossos pensamentos malignos em um mar de exata pureza. E olharmos uns aos outros com mais dignidade e compaixão. É nessa vida que um pequeno gesto faz toda a diferença.
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Paralisia.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Ainda estou aqui. Ainda não desisti de seguir em frente, ou simplesmente de esperar algo que, de certa forma, traga uma ponta de esperança ou alguma mudança para esse fantasma. Eu queria sorrir e pôr um daqueles melhores sorrisos na minha face, depois, eu queria abrir a porta e sair sabendo que poderia ter confiança nas pessoas. Mas isso é pura ingenuidade da minha parte. Sempre arrependemo-nos das coisas que fazemos. E sempre estamos fazendo coisas aos outros sem ao menos receber um obrigado de volta. Esse é o verdadeiro mundo em que vivemos.
Vejo tanta coisa errada acontecendo à minha volta, que nem ao menos tenho vontade de exercer minha função como um ser humano frenético, passageiro e que nunca têm suas próprias idéias. Estou bem no meu próprio pandemônio interno. Não quis nunca tomar parte dessas confusões do mundo. Já é tão complicado tomar conta dos nossos próprios medos, por que se preocupar com políticos, modelos, atores, novelas, assassinatos, e todas essas coisas que acontecem (e jamais pararão de acontecer) no mundo?
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Dedicação
domingo, 21 de novembro de 2010
Às vezes uma pessoa se aproxima de nós para nos fazer bem. Às vezes nem pensa em como fazer tal coisa, mas acaba praticando uma boa-ação. Ela fica tão pressionada a nos ajudar, que nem se preocupa em sua própria condição em nossa vida. Isso faz dela uma boa pessoa, mas não é bem isso que queremos: queremos que ela nos conte o que acontece no seu interior. Não é porque temos problemas maiores que ela também não os tenha.
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Educação!...
As pessoas andam tão estressadas nos dias de hoje. É como se tudo fosse uma esfera fumegante de fogo, onde todos querem ser mais-e-mais estúpidos e mal-educados. Será que elas não vêem que uma palavra, uma ação verbal machuca bem mais que um chute no estômago? Será que a rica e purista educação de outrora ficou para trás?
Espero que nasça flores novas, talvez um pomar inteiro. Elas precisam de flores... Não me refiro ao riso em si. Qualquer um pode rir, mas rir com vontade poucos fazem. Eu acho que a educação vem (ou deveria vir) antes de qualquer preceito.
Bem, não sou a pessoa mais sociável do mundo, mas não saiu por aí dando ponta-pés nos outros por coisas triviais. Eu costuma engolir inúmeros sapos ao invés de me opôr à critica de determinada pessoa. O que que custa ouvir, mesmo que um xingamento, e calar-se logo em seguida? Nada! Absolutamente nada!
Mas ainda existem pessoas educadas. Mesmo que longe da sua companhia; mesmo que a comunicação seja precária, elas estão lá, esperando para lhe ofertar uma palavra de consolo, um suspiro de medo, um silêncio abafado, ou mesmo um nada; elas vão sempre lhe ouvir. E é dessas pessoas que você realmente retira proveito. Elas podem não saber o quão importantes são em sua vida, mas não importa, você irá ter esse sentimento sempre.
É, basta abrir a porta da educação para elas entrarem. Tente fazer isso um dia; você verá que não é tão difícil assim...
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Introdução a um mundo morto - Fernanda Turesso (morte)
sábado, 20 de novembro de 2010
Eu teria um plano, mas lá fora é muito perigoso.
Boa leitura!
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As flores
Estive pensando em flores ultimamente. Elas se alojam em qualquer lugar, qualquer canto escuro. Por que pô-las para fora? Para que possam respirar, ou simplesmente desabrochar? Elas não gostam de estar nesse mundo. Chega uma hora que elas cansam, não mais têm a mesma vivacidade de antes. Flores também são feias, também precisam de espaço para respirar.
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À espera...
Eu não sei onde estou realmente. Meu corpo flutua em meio a um emaranhado de pensamentos, pessoas, julgamentos, confissões ruborizadas, dentre outras coisas. Estou perdido, e não sei para onde olhar. Minha mente procura por um refúgio, mas não encontra-o em nenhum lugar, em nenhuma alma que possa mostrar a ela um caminho novo a ser percorrido. Isso me deixa confuso. Parece que não há mais saída; parece que puseram algo nos meus olhos — eles não vêem mais o que é certo ou errado, estão paralisados. Estou sedento por uma mão que possa erguer-me do chão frio e me pôr em seus ombros e me levar para onde for, para qualquer canto. Enquanto isso, jazo no meu sufoco, estou apenas respirando à espera de um outro alguém; um alguém que possa me salvar. Esperarei, esperarei até minhas forças esvaírem-se...
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Um livro (ou apenas um sonho)
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Capítulo I
Ela pôs-se sobre os dois pés — recém acordara —, pôs sua notória veste e reuniu suas forças para sentar-se à mesa. O dia formara-se radiante hoje: nuvens pairavam em momentos esparsos sobre a abóbada celeste, via-se apenas paz e raios solares no céu. Seu dia estava apenas começando. Ela olhou no espelho, como se fazendo um ritual de reconhecimento: sempre fizera isso, seu ânimo ressoava depois deste ato solene. Seus pais faziam-se impacientes. Chamaram-na durante várias vezes, mas ela não ouvira — realmente, ela não queria ouvir. Finalmente, depois de muito tempo, ela desceu as escadas. Como era serelepe; sabia fazer-se alegre por qualquer motivo. Descia a escada em saltitantes passos. Seu pai — um comerciante de praça, alegre e de bem com o mundo — e sua mãe — dona de casa, que fazia todos os caprichos da filha — olharam-na de soslaio, mas logo fizeram-na aproximar-se deles e dar as devidas amenidades. Ela parecia feliz: seu rosto brilhava a todo momento.
Ela foi para o colégio saltitando nas pontas dos pés. Encontrou seu melhor amigo da escola. Eles faziam tudo juntos. Já eram amigos desde a infância. Conversaram sobre a possibilidade do seu amigo ter um contato maior com uma garota que ele estava interessado. Ela não pareceu absorta com o assunto. Ele era seu único amigo. Talvez ela sentisse algo mais que uma simples amizade por ele. Ainda não tinha certeza disso, ou não queria falar para ele.
Não fazia frio naquela manhã. O gramado da escola estava alto, tudo remetia a antigüidade.
O professor entrara de uma forma ríspida na sala de aula: ele era afetado, seus modos davam a entender misantropia misturada com falta de tato para com os seus alunos. A aula não tomou muita frivolidade. Girou em torno de moléculas e coisas do gênero. Logo após terminar o horário de aula, os alunos saíram da sala, entusiasmados com o fim da mesma.
Ele pôs seu engenho
Ele contara à sua amiga tudo que acontecera na sua tentativa de um começo de amizade com a garota. Ela sorria para ele, mas queria dizer essas palavras: ela não é para você, não se encaixa no seu mundo. Nem sequer tem a mesma idade que você. Não gosta de ler, não gosta de fazer o que você faz. Essa estória não dará certo. Confie em mim, eu sei disso... Mas se continha em dizer a ele que tivesse calma e controlasse seus ânimos, pois a garota veria o quão especial ele era. Ela queria abraçá-lo, dizer o quanto gostava dele, mas não tinha coragem para tal atitude.
— Ela vai falar comigo amanhã. — Disse ele por fim.
— Você namoraria comigo se estivesse no lugar dela? — Ele pronunciou esse pergunta de uma forma assaz despojada.
— Você é interessante. Por que não? — Ela desejaria namorá-lo agora.
Ela parou em frente à sua casa. Seus olhos fitaram-o ao longe, até tê-lo perdido de vista. Ela começara a sentir algo diferente por ele, como se o fato dele estar gostando daquela garota incomodasse-a. Seus pensamentos estavam em conflito: ora pensava em ajudá-lo, mesmo isso possibilitando a sua perda; ora pensava em declarar-se para ele, sabendo que, se o fizesse, correria o risco de não ser correspondida. Mas não tinha coragem de pôr ambos os devaneios em prática.
Sua mente estava saturada de pensamentos. De repente, sem si dar conta, ela estava no primeiro dia de aula, há cinco anos atrás, quando conhecera seu melhor amigo. Quarta série, um ótimo estágio para se fazer amizades. Ela sempre fora tímida, não se sentia à vontade com os demais.
O inverno estava forte naquele começo de ano. As casas inflavam de neve por todos os lados.
Ela esquecera o casaco no ônibus escolar. Sentara longe das janelas da classe para não ser acometida ao frio, mas isso não adiantou.
— Meu nome é George, muito prazer!
— Briana, igualmente!
Eles limitaram-se apenas às apresentações. George era um garoto alegre, fazia amizades com muita facilidade. Mas estava um pouco nervoso naquele dia. Fosse a pressão com a nova classe, fosse apenas uma leve impressão de que sua mão suara ao dirigir-se à Briana, ele não sossegara à aula inteira. Briana, por sua vez, não estava à vontade na classe. Ela era uma garota meiga, sua face reluzia bondade e uma alegria interior saltava aos seus olhos em todo e qualquer tipo de entabulação de conversa. Ela realmente era uma fada em forma de criança; uma criança que cresceria e não deixaria de sê-la.
Essas lembranças refletiam paz ao interior da alma angelical de Briana. Ela queria voltar no tempo, não possuir esse sentimento estranho pelo seu amigo. Isso era confuso para ela, fazia sua mente pulsar ruidosamente enquanto analisava esses novos sentimentos que apoderaram-se do seu coração. Nesse coração jaziam apenas sentimentos de amizades, não lhe convinha ponderar sobre namoros, mas esse coração, ao qual refiro-me, jaz em outrora.
Briana despertou desse devaneio em um choro copioso, que fora abafado apenas pelo travesseiro e por sua sonolência abrupta. Seus olhos fecharam-se, sua alma calou-se, como se fazendo sincronia com a noite taciturna que chegara repentinamente, qual um manto negro pousado sobre o sofrimento humano, mas que pôs fim — ainda que temporário — ao pranto da garota que acabara de desabrochar para os encantos do amor.
Capítulo II
A mãe de Briana abriu as cortinas agilmente, fazendo com que delas caísse nuvens de poeira. Ela chamou Briana várias vezes, pois via que a filha estava atrasada para o colégio. Briana custou a levantar. Mas sua mãe foi impertinente.
Por fim, Briana desceu as escadas. Não estava tão alegre como outrora. Mas sua fisionomia singular tratava de regular a falta de ânimo. Ela comeu rapidamente. Seus pais ficaram preocupados com ela. Briana sempre se alimentara avidamente; por que o recesso repentino na alimentação? Perguntavam seus pais.
O sol se abrira oponentemente sobre a manhã sonolenta. A manhã bolorenta fazia contraste com os passos fleumáticos que Briana exercia sobre a calçada.
Ela não dormira bem, se debateu à noite toda. Por que isso acontecera logo comigo? Indagara-se Briana enquanto se dirigia à escola.
Ela sempre se dirigira à escola de forma alegre, saltitante, eu diria. Era uma fada reluzente. Sua alma flutuava com as gotas maciças do orvalho. Fazia sorrir até um cachorro rabugento que morava a algumas quadras da sua casa.
Briana desconhecia as impurezas da vida. Nunca se posicionara às coisas fúteis, contentava-lhe apenas os amigos e a família — isso que fazia as coisas importantes da sua vida acontecerem, e não compras exacerbadas, nem baladas, tampouco vários namorados bombados.
George vinha logo atrás de Briana. Alargou os passos para poder alcançá-la.
— Bom dia, Briana!
— Olá, George!
— Você está bem, Briana?
— Claro! Por que não? — Ela pôs um sorriso no rosto para validar a sua resposta.
Briana se portava jubilosamente ao se dirigir às pessoas, mesmo sendo um reles serviçal. E mesmo ela estando internamente abalada por frustrações que não deveriam ser reportadas, apesar da fragilidade que ela possuíra, às pessoas. Ela sempre pôs os outros em primeiro lugar.
Postado por αทg૯ℓ às 23:14 0 comentários
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